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30.9.19

Arte e Poesia



arte naif
Batalha de São Mamede e Castelo de Guimarães - arte naif de Luiza Caetano



Uma viagem a Portugal, através do olhar naïf da artista plástica e poeta Luiza Caetano



 Guimarães, a pitoresca cidade do distrito de Braga, é parada obrigatória de qualquer viagem. 
Os castelos e a arquitetura medieval são o cenário.
Após a vitória na famosa batalha de São Mamede (1128), Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, decretou Guimarães a capital do reino. A cidade de Guimarães foi tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, em 2001.
Alfama é um dos bairros mais antigos de Lisboa. É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, assim como os festejos de santos. Um dos festejos mais famoso é o da noite de Santo Antônio, 12 para 13 de Julho. Já o fado tornou-se patrimônio imaterial da humanidade, reconhecido pela UNESCO, em 2012.
O Castelo é símbolo da devoção a São Jorge, mártir e padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas. A tomada do castelo pelos cristãos se deu no cerco de Lisboa no ano de 1147, sob o comando de Afonso Henriques.
A tradição, retomada em 1997, acontece durante os festejos de aniversário de Lisboa. Os casais, 11 escolhidos entre os mais de 50 candidatos, juntamente com  três "casais de oiro" ( estes já unidos pela tradição e completando bodas de 50 anos ), participam da cerimônia, que se inicia ao meio-dia nos Paços do Concelho e segue para a Sé de Lisboa. Após, os casais desfilam pela cidade, para receber o aplauso de todos.
A igreja da Sé foi praticamente destruída pelo terremoto de 1755, restando parte da Capela Mor e a Cripta onde nasceu Santo Antônio de Pádua (referência à cidade italiana onde viveu). A igreja foi reconstruída e é po ssível visitar, entre outras coisas, a arca com os restos mortais de São Vicente, santo padroeiro de Lisboa. Diz a lenda que, quando o corpo foi transferido para Lisboa em 1173, dois corvos sagrados escoltaram o barco durante o translado. Os corvos e o barco viraram símbolos da cidade.
Os chafarizes tiveram grande importância na forma de expansão das cidades, que na época medieval, se abasteciam de água junto às cisternas
O Alentejo produz o melhor pão do mundo. Faz parte de sua história as mulheres ceifeiras, que galgavam quilômetros a pé e sob sol escaldante, até as herdades, para semear, mondar e ceifar o trigo.
É possível fazer belíssimos passeios por Lisboa em bondes elétricos do século XIX, percorrendo a baixa lisboeta, zona histórica de Belém, colinas, comboios de Cascais, Bica, Glória, Praça dos Restauradores. A Carris dispõe de bondes elétricos, ônibus, "elevadores" e "ascensor"(tipo de bonde para relevos acidentados). Estes últimos foram classificados como monumentos nacionais. O ascensor do Lavra é o mais antigo (1884) e o elevador de Santa Justa (1902) é o único elevador vertical de Lisboa.
Os habitantes de Lisboa, além de lisboetas, são conhecidos popularmente por "alfacinhas". Talvez alguma referência ao cultivo da hortaliça nas colinas ou, segundo outra lenda, terem sido estas alfaces o único alimento durante os cercos  de guerra, à época das invasões. 


arte naif
bairro de Alfama - arte naif de Luiza Caetano



arte naif
as noivas de Santo Antônio - arte naif de Luiza Caetano


arte naif
Sé de Lisboa - arte naif de Luiz Catano



arte naif
Fontanário do Rossio - Arte naif de Luiza Caetano


arte naif
As ceifeiras do Alenteijo - Arte naif de Luiz Caetano


arte naif
Os bondes de Lisboa - Arte naif de Luiza Caetano



arte naif
Lisboa banhada pelo Tejo - Arte de Luiza Caetano




Lisboa se vestiu de Rio, languidamente
Sensual! Tortuosa e brilhante

Bate o sol na Mouraria
faz sombra no Bairro Alto
mas a festa é no Rossio

Lisboa se vestiu de Rio
na franja do frio
embandeirada nos barcos do Tejo

Lisboa coberta de luzes
qual manto de lantejoulas
na Rua do Capelão
marinheiros soltam amarras
e as varinas o pregão
juntamente os seus amores
tomando café na Ribeira
entre bouquês de flores

POEMA: IN LISBOA IN VERSOS - Luiza Caetano













9.3.13

Pintura e Poesia


Flora Tristán

Arte e Poesia



O que há de comum em Paul Gauguin e Flora Tristan?

Paul Gauguin era neto da poetisa e revolucionária parisiense Flora Tristán (1803 -1844).
Flora Tristán nasceu em Paris, mas viveu parte de sua inf ância na Espanha, onde teve , desde cedo, contato com o pensamento socialista: Simón Bolívar era um dos frequentava a casa de sua mãe, inclusive circulam especulações de que seria seu pai biológico.
O interesse pela arte e pela Litografia levou Flora a trabalhar no atelier de seu futuro marido, aos 17 anos: um casamento abusivo do qual teve que fugir, levando seus dois filhos, cinco anos mais tarde. A justiça (ou seja, a injustiça da época), entregou a guarda do menino ao seu ex-marido e ela ficou apenas com a filha, Aline, que mais tarde seria a mãe do pintor famoso.
Diante de todas as injustiças sofridas, e do seu pensamento libertário, Flora se consagrou pioneira na luta pela emancipação das mulheres.
O livro Peregrinações de una Pária(1838) é um marco do pensamento feminista francês. Sua novela Méphis (1838) defende o divórcio e o amor livre. A União Obreira (1843) é um programa de organização de uma internacional de trabalhadores.


E quanto a Gauguin? Sua avó não sentiria orgulho algum do "homem" que foi. Salvo seu genial talento artístico, sua vida no Haiti demonstrou um homem violento e abusivo: chegou a manter em cárcere sua parceira nativa, após tê-la flagrado com outro. Mas, incontestável a influência poética de sua famosa avó nestes pequenos versos ensaiados numa carta ao amigo Monfried, onde confessa a ligação íntima de sua arte com a poesia:


aqui a poesia solta-se por si
e basta entregarmo-nos ao sonho
enquanto pintamos para sugerí-la


Paul Gauguin

Mario Vargas Llosa, escritor peruano, faz uma análise da trajetória de  FLora Tristán e o neto Paul Gauguin em sua novela histórica "El Paraíso en la otra esquina".

Para saber mais sobre Flora Tristán, assista este ótimo documentário:



















19.2.13

Arte e Poesia


Monalisa de botão by Jane Perkins


Visitando um museu de botão


Quando a arte e a literatura se encontram: neste caso, o encontro da arte da britânica Jane Perkins com a poesia do brasileiro Alexandre Brito. Releituras de Leonardo da Vinci, Wermeer e Warhol by Jane Perkins ilustradas pelo poema de Alexandre Brito.



Moça com brinco de pérola by Jane Perkins



Marilyn Monroe de botão, by Jane Perkins



Alexandre Brito


o museu do botão

o museu do botão só tem botão

no portão de entrada uma nota:
"por favor, desabotoar a porta"

de fora ninguém imagina como é por dentro
um desafio ao mais astuto pensamento

tem botão de camisa, de saia, de calça
de bolso, de bolsa, de gola, de gala, de alça
botão que disfarça e botão que realça

fixo, elástico, natural, poroso, reciclado
fino, chato, oval, redondo, quadrado
de tudo quanto é estilo e formato

do translúcido diamante fulgurante
ao embaçado caco de vidro opaco
tem o que ver até o cansaço

botão antigo, moderno, romântico, clássico
nobre, discreto, cromado, complexo, compacto
botão de plástico, vime, acrílico, couro e aço

de tecido, de lata, de laca
botão de osso, coco, alpaca
banhado em ouro, cobre, níquel, estanho, prata

o museu do botão é uma graça!

na seção retrô
o botão que imita um botão de rosa
arrasa