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30.9.19

Poesia de Djami Sezostre



A Poesia de Djami Sezostre



arranjo de beija-flor e quaresmeira, dia 1°

antes da chuva, no amargor da tarde – súbito
êxtase que enveredo, rumor de asas e pássara
no limiar das árvores     aroma de araçá em lis
move cerrado e serro, púbis ventre em trevo
o ícone da matéria - ruflo, eu velo sumarento
sobrancelha cílio e íris / pêlos cinco dedos invés 
de ceres no campo, agridoce, avoante
beija-flor eu saciar bosque em néctar, bico
sibilo - nascente, colibri, quaresmeira / líber
nessa lavoura de pétalas   folhas e galhos


arranjo de bem-te-vi e buquê de rosas, dia 2

afluente – eu, riacho alcanço o cerrado
entre o rastro na poeira eu fogo à margem
engendro a sede arenosa no açude, eu -
nativista -, esse garrote quase perí 
cavalo, áspero e âmbar à sombra e árvore
eu, buquê de roseira, sândalo, garimpo
o ranço do amor e faço por ti, o desafio
: dispo veludo de ceres, êxtase no campo
onde surge, úmido - no pomar, sumo e cimo
canto bem-te-vi, ventre graviola silvestre


arranjo de pardal e girassol, dia 3

eu-pássaro, canto por ti clave e amavio     
cravos bordam meu cintilho de espinhos
peleja de enxó, vadiice só eu me junco
e mais: passarinheiro é teu brado de
ave pardal nascido de girassóis em florais 
de corpo muito enguia, cervo eu pardoca/ 
aclive de arados, delta na restinga do ser 
oleiro eu -, pés e unhas sujos de argila
dissidente e incidental é todo/lodo o



Djami Sezostre


Arranjo de Pássaros e Flores
Castelinho edições - Instante Estante



página de Djami Sezostre



Arte e Poesia



arte naif
Batalha de São Mamede e Castelo de Guimarães - arte naif de Luiza Caetano



Uma viagem a Portugal, através do olhar naïf da artista plástica e poeta Luiza Caetano



 Guimarães, a pitoresca cidade do distrito de Braga, é parada obrigatória de qualquer viagem. 
Os castelos e a arquitetura medieval são o cenário.
Após a vitória na famosa batalha de São Mamede (1128), Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, decretou Guimarães a capital do reino. A cidade de Guimarães foi tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, em 2001.
Alfama é um dos bairros mais antigos de Lisboa. É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, assim como os festejos de santos. Um dos festejos mais famoso é o da noite de Santo Antônio, 12 para 13 de Julho. Já o fado tornou-se patrimônio imaterial da humanidade, reconhecido pela UNESCO, em 2012.
O Castelo é símbolo da devoção a São Jorge, mártir e padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas. A tomada do castelo pelos cristãos se deu no cerco de Lisboa no ano de 1147, sob o comando de Afonso Henriques.
A tradição, retomada em 1997, acontece durante os festejos de aniversário de Lisboa. Os casais, 11 escolhidos entre os mais de 50 candidatos, juntamente com  três "casais de oiro" ( estes já unidos pela tradição e completando bodas de 50 anos ), participam da cerimônia, que se inicia ao meio-dia nos Paços do Concelho e segue para a Sé de Lisboa. Após, os casais desfilam pela cidade, para receber o aplauso de todos.
A igreja da Sé foi praticamente destruída pelo terremoto de 1755, restando parte da Capela Mor e a Cripta onde nasceu Santo Antônio de Pádua (referência à cidade italiana onde viveu). A igreja foi reconstruída e é po ssível visitar, entre outras coisas, a arca com os restos mortais de São Vicente, santo padroeiro de Lisboa. Diz a lenda que, quando o corpo foi transferido para Lisboa em 1173, dois corvos sagrados escoltaram o barco durante o translado. Os corvos e o barco viraram símbolos da cidade.
Os chafarizes tiveram grande importância na forma de expansão das cidades, que na época medieval, se abasteciam de água junto às cisternas
O Alentejo produz o melhor pão do mundo. Faz parte de sua história as mulheres ceifeiras, que galgavam quilômetros a pé e sob sol escaldante, até as herdades, para semear, mondar e ceifar o trigo.
É possível fazer belíssimos passeios por Lisboa em bondes elétricos do século XIX, percorrendo a baixa lisboeta, zona histórica de Belém, colinas, comboios de Cascais, Bica, Glória, Praça dos Restauradores. A Carris dispõe de bondes elétricos, ônibus, "elevadores" e "ascensor"(tipo de bonde para relevos acidentados). Estes últimos foram classificados como monumentos nacionais. O ascensor do Lavra é o mais antigo (1884) e o elevador de Santa Justa (1902) é o único elevador vertical de Lisboa.
Os habitantes de Lisboa, além de lisboetas, são conhecidos popularmente por "alfacinhas". Talvez alguma referência ao cultivo da hortaliça nas colinas ou, segundo outra lenda, terem sido estas alfaces o único alimento durante os cercos  de guerra, à época das invasões. 


arte naif
bairro de Alfama - arte naif de Luiza Caetano



arte naif
as noivas de Santo Antônio - arte naif de Luiza Caetano


arte naif
Sé de Lisboa - arte naif de Luiz Catano



arte naif
Fontanário do Rossio - Arte naif de Luiza Caetano


arte naif
As ceifeiras do Alenteijo - Arte naif de Luiz Caetano


arte naif
Os bondes de Lisboa - Arte naif de Luiza Caetano



arte naif
Lisboa banhada pelo Tejo - Arte de Luiza Caetano




Lisboa se vestiu de Rio, languidamente
Sensual! Tortuosa e brilhante

Bate o sol na Mouraria
faz sombra no Bairro Alto
mas a festa é no Rossio

Lisboa se vestiu de Rio
na franja do frio
embandeirada nos barcos do Tejo

Lisboa coberta de luzes
qual manto de lantejoulas
na Rua do Capelão
marinheiros soltam amarras
e as varinas o pregão
juntamente os seus amores
tomando café na Ribeira
entre bouquês de flores

POEMA: IN LISBOA IN VERSOS - Luiza Caetano













Poética

Carlo Carrà - Itália



Teoria do Verso II


Letrismo: Forma poética que se vale da manipulação espacial das letras entre si, produzindo  arranjos de sonoridades que rompem com o padrão de articulação. Não há compromisso com a formação de palavras que traduzam algum significado. Não há emprego de imagens ou idéias de qualquer espécie. Como no poema do alemão Christian Morgenstern, "O grande lalulá" ou do espanhol Juan Eduardo Cirlot, Visio smaragdina. A propósito de Cirlot, prometo um estudo mais aprofundado num artigo futuro.


O grande lalulá

Kroklouwafzi? Semememi!
Seiokrontro - prafriplo:
bifzi, bafzi; hulalemi
quasti basti lo...
Lalu lalu lalu la!

Hontraruru miromente
zasku zes ru ru?
Entepente, leiolente
Klekwapufzi lu?
Lalu lalu lalu la!

Simarar kos malzipempu
silzuzankunkrei (;)!
Marjomar dos: Quempu Lempu
Siri Suri Sei ()!
Lalu lalu lalu la!


Christian Morgenstern







Visio smaragdina


Visio smaragdina
Maresmer
maresmel vad
valma resdar
mares delmer

Deser verdal
vernal damer
adler es mar
verden lervad

Maresmer ver
desmeral dar
dar
ver
verd
verd smerald


Juan Eduardo Cirlot






29.9.19

Poesia Traduzida - Eduardo Lizalde


Poesia de Eduardo Lizalde - traduzida por Sandra Santos



morde a cadela
quando estou dormindo
rasga, rompe e escava
faz de seu focinho uma lança
para ferir-me

entanto, outra dentro há
que chora e cava há
vinte anos



Muerde la perra
cuando estoy dormido;
rasca, rompe, excava
haciendo de su hocico una lanza,
para destruirme.
Muerde la perra
cuando estoy dormido;
rasca, rompe, excava
haciendo de su hocico una lanza,
para destruirme.

Pero hallará otra perra dentro
que gime y cava hace veinte años.


Eduardo Lizalde


tradução: Sandra Santos
(08/10/2014)


nota - esta tradução foi postada anteriormente, em 2014,  no blog do meu amigo e jornalista Talis Andrade







Poesia de Flor de Udumbara

pintura Gauguin
"Lavadeiras" Paul Gauguin

Poema do livro Flor de Udumbara - tradução quechua e espanhol


Lavadeiras

as lavadeiras desatam das trouxas
suas ladainhas 
- canções de ninar

o rio

“não deixa manchar
não deixa manchar“

o rio

só as lavadeiras estendem lençóis de espumas no mar

as lavadeiras ensinam o cio
às filhas o ciclo
do rio

e morre a manhã
                            no quarador

O dia absolve o sol que se foi


     *

Arpilleras

as arpilleras de Isla Negra
recolhem da rua seu bordado
onde guardam a memória

de todas as mulheres

não fazem ruído
suas armas são agulhas
de silêncio e aço

escrevem esse jornal
de palavras proibidas
no pano do algodão

e acontece desabrochar
a rara flor da verdade

     *

As quebradeiras

o sol levanta todas as manhãs, sem feriado
ainda que Santa Rita ou São Domingos
tenha trocado a cor do dia, no calendário

o sol vai para a roça
as mulheres, para a mata

mães e filhas armadas
de porrete e machado

não têm lugar na herdade
herdeiras da negritude
do carvão de casca

carregam o perfume do manzapi
desde o mês de abril até o reisado





Lavanderas

lavanderas desatan
de los fardos sus letanías
canciones de acunar

el río

“no dejes manchar
no dejes manchar”

el río

solamente lavanderas extienden un manto de espuma en el mar

lavanderas enseñan el celo
a las hijas el ciclo

del río

y muere la mañana en piedras tibias
el día

  absuelve al sol que se fue


      *


Arpilleras

las arpilleras de Isla Negra
recogen de la calle su bordado
donde guardan la memoria

de todas las mujeres

no hacen ruido
sus armas son agujas
de silencio y acero

escriben ese diario
de palabras prohibidas
en el paño del algodón

y empieza a florecer
la verdad


      *


Las quebradoras
                                 
el sol levanta todas las
mañanas, sin feriado 
aunque Santa Rita o San Domingo
haya cambiado el color del día, en el calendario

el sol se va para el campo
las mujeres, para la mata

madres e hijas armadas
de  hacha y garrote

no tienen lugar en la heredad
herederas de la negritud
del carbón de cáscara

cargan el perfume del manzapi*
desde el mes de abril hasta el reisado**

llegan cansadas
a los pies de la virgen de palmas
¡nuestra señora!

toman asiento en la hierba
cantan himnos
golpeando un sonido en el otro

las Juremas
quebradoras de coco


  * Torta hecha con coco   
** Fiesta de folclore regional brasilero





T’aqsaqkuna

t’aqsaqkuna phasqanku
t’eqekunamanta
yupaychayñinkuna
wawata puñuchina taqikuna

mayu

“ama qhelchachiychu
ama qhelchachiychu”

mayu

t’aqsaqkunallapunin mantokunata phaqchirinku phosukumanta mamaqochapi

t’aqsaqkuna warmichakuyta yachachinku
pacha-wataq p’asñankunaman

mayuqman

paqarimuytaq wañun
chhirirupha rumikunapi
 p’unchaytaq pampachan
 chinkaq intita


     *

Q’ewinchaqkuna

intitaq hatarin
sapa p’unchay, mana samaspa

Santa Ritaña o San Domingosña
qilla unchaykunaqpi
phunchayñinpa llimphinta hujman tukuchispapas

intitaq ripun panpaman
warmikunataq  sach’akunaman

mamakuna warmi wawakunantin
achaqunawan, maqanakunawan hap’iyuq

mana chaqrakunapi tiyanankupaq qanchu
yanak’usilluqunaq kausayñinta chaskeqkuna
k’illimsaq qaranmanta

manzapiq* q’apariyñinta q’epinku
abril qillamanta reisado raymiqama**

sayk’usqa chayamunku
palmas mamachaq chakinqama
¡mamanchis!

qorapatapi tiyanku
haylli takikunata taqinku
huj chanrata hujkaq chanrapi takaspa

juremakuna
cocokunata p’akiq

*Cocomanta ruwasqa torta
** Brasilpa Regional Tusuy takinkunaq raymin






tradução espanhol: Diego Propato
tradução quechua: Hayson Challco Cotohuanca

do livro: Flor de Udumbara - Sandra Santos, publicado no Peru por Hanan Harawi
          









Poesia de José Inácio Vieira de Melo




A Poesia de José Inácio Vieira de Melo



DEUSES

Agora a minha namorada toca violão
 na calçada dos meus quinze anos,
 no tempo em que eu era um deus de cabelos encaracolados,
 no tempo que eu carregava a espada da embriaguez
 e comungava o cálice da imortalidade
 com anjos alucinados – uns sandros, uns samuéis –
e comia o pão dos delírios e jogava futebol
 cabeceando o planeta rumo à rede do infinito.

Eu já bebi o mel das estrelas, abelhas acesas no palco do sertão,
 eu já subi a montanha milhares de vezes chutando essa bola de pedra,
 eu sei que é assim, que é sempre assim, mas quando encontro teu olhar
as luzes se acendem e tudo isso passa a significar algo.

E como é bom esse momento que significa e amplia meus sentidos.
Ah, minha namorada, lança teu olhar sobre meus abismos!


José Inácio Vieira de Melo





in Revista Brasil 2014
Revista literária - Castelinho Edições
(publicação impressa e digital  de distribuição gratuita- download da versão digital aqui)




página de José Inácio Vieira de Melo









Poética

"O filósofo e o poeta "Giorgio de Chirico 


Teoria do Verso I



ABC

O ABC é uma composição poética em que suas estrofes iniciam por letras que seguem a ordem alfabética. Muito frequente na literatura popular. É claro que a quase totalidade dos poetas adeptos a esta estrutura de verso costuma escolher umas poucas letras... Mas, Afonso Félix de Souza, um dos grandes nomes da nossa literatura contemporânea, em seu livro de poesias intitulado "O amoroso e a Terra" brinda o leitor com o alfabeto inteiro, incluindo o til e cedilha!

ABC do Garimpeiro

Ah, vida! Ah, vida sem graça!
Não ter terras, nem dinheiro.
Não ter mais, por mais que faça,
que trabalho o dia inteiro.

Bem sei que o céu que o céu cobre
é dos que aqui não têm sorte.
Mas coisa triste é ser pobre,
e pobre esperar a morte.

Cuidar, cuidei de ser rico,
mas feito um burro-de-carga.
Dor de lembrar … Até fico
como a beber água amarga.

Do acender do dia à noite,
fosse chuva, ou sol, ou vento,
era a canseira, era o aloite
por pouco mais que o sustento.

E fui pensar que era fácil
morar no meu próprio ninho,
com mulher que me cuidasse
e – quem sabe? – um pançudinho.

Flor do sertão … Quem queria
por achar mais do meu gosto,
casei com ela num dia
cinzento do mês de agosto.


Ganhei – mas quê? Nem dois anos
passaram … e há quem suporte?
Ah, vida! Ah, carga de enganos!
Vida mais dura que a morte.

Homem ter sonhos – e vê-los
rolarem todos na areia;
depois, queixas e atropelos
de mulher que ficou feia …

Isso não, que eu tinha peito
e era bamba no gatilho.
Quem vive mal dá um jeito.
Ah! deixei mulher e filho.

Já no ombro as coisas que eu tinha
(e era pouco mais que nada)
assim como uma andorinha
saí, saí pela estrada.

Léguas e léguas de mundo …
e sempre a lâmpada acesa
no meu peito, bem no fundo
dos suspiros por riqueza.

Mãos que escavam esperanças.
A quem apenas a pisa
que dá a terra? Ah, lembranças!
Ah, garimpos de Balisa!


Noites sem sono, em que abertos
meus olhos a cada instante
viam brilhar, sempre perto,
uma pedra de diamante.

Os sonhos entre cascalhos.
O revolver de mil nadas
na terra – em que ânsia de galhos!
E a dor das buscas baldadas.

Pobre de mim! Não ter onde
mais ir atrás do que ofusca
mesmo o sol, e mais se esconde
se mais queima quem o busca.

Quantas vezes vi brilhando
no chão a pedra que ardia
no meu peito! – E eis senão quando
um raio (e de onde?) fugia.

Raios de espera e de fogo
que vão e vêm feito o vento,
qual milhões de caga-fogos
no escuro do pensamento.

Sempre a querer, sempre a sede
de que me desse o garimpo
ao corpo – a vida na rede,
e à alma – o céu sempre limpo.

Talvez, se não desistisse …
Talvez com mais alguns meses …
Talvez a sorte sorrisse.
Talvez … e quantos talvezes!

Último sol que se deita …
Último sonho de lava
queimando o chão, que a maleita
em febre já me acabava.

Voltar … Mas, ir para casa?
Ah, não, que tinha vergonha.
Ah, vida, por que pões asa
no sonho e não em quem sonha?

Xadrez nem nada me prende.
Sem destino o mundo corro.
Mas um fogo em mim se acende,
e a buscá-lo sei que morro.

Zanzar assim sem ter onde.
Morrer – e nem sepultura.
E a sorte, como se esconde
se dá sonho ao que a procura.

   O til é letra esquecida,
   mas o não ela é que cobre.
   E de nãos se cobre a vida
   de quem sonha e nasceu pobre.


Afonso Félix de Sousa

20.9.19

Atividades de Leitura



no torreão do Castelo


Visita ao Castelo

O Castelinho recebeu estas fofuras para atividades de leitura e arte: uma tarde mágica pelos labirintos do livro e do Castelo. Eles foram recebidos pelos escritores Alexandre Brito, Laís Chaffe,  (e eu), que lhes contaram histórias sobre lendas e mitos. Atividade gratuita e gratificante!

Os pequenos, nesta ocasião, conheceram a história da Medusa (que tinha cabelos de cobra), escrita pela Laís Chaffe;  do Uakiti (um índio com o corpo cheio de buracos que emitiam sons), escrita pelo Alexandre Brito; e da Uiara (uma sereia brasileira protetora da Amazônia), história escrita por mim.

Os livros Medusa, Uakti e Uiara fazem parte da coleção Poemitos, da editora Casa Verde.




atividade de leitura: Uiara, uma lenda brasileira





conhecendo Uakiti, do escritor Alexandre Brito





atividade de leitura com Alexandre Brito


atividade de leitura: Medusa com a Laís Chaffe





10.9.19

Flor de Udumbara na Casa das Rosas


melo e castro poeta português
E. M. de M.elo e Castro

Quinta Poética na Casa das Rosas

Participei da Quinta Poética na Casa das Rosas em São Paulo a convite do poeta, e curador do evento, José Inácio Vieira de Melo. A noite decorreu com leitura de poemas, apresentação dos livros dos poetas convidados e sarau musical. Meu livro Flor de Udumbara (publicado no Peru por Hanan Harawi editores), foi apresentado, inesperadamente, pelo poeta e. m. de melo e castro (assim que ela deseja ser nomeado). Já obtivera o privilégio do meu livro ser prefaciado por este enorme poeta português - um dos maiores poetas vivos lusitano - mas, ouvir o mestre apresentando a minha obra foi uma emoção indescritível.Noite que jamais esquecerei! Bom estar entre amigos...





Além do próprio curador, José Inácio Vieira de Melo, que leu poemas do seu livro Sete (editora 7Letras), o público presente acompanhou a leitura de poemas de  Ígor Fagundes, do seu livro Poética da Incorporação (editora Penalux) e também,  na voz do próprio e. m. de melo e castro , seleção de poemas inéditos e de seus livros mais recentes.


José Inácio Vieira de Melo



Ígor Fagundes brilhou ao recitar poesias de suas várias fases, além de nos trazer o livro de ensaios mais encantador de todos os tempos: "Poética da Incorporação - Maria Bethânia, José Inácio Vieira de Melo e o Ocidente na encruzilhada de Exu. "
Ígor Fagundes


a poesia do mestre melo e castro


E, claro, a voz  divina de  Patrícia Bastos, acompanhada por e Enrico di Miceli,  para a noite ser perfeita.


música
Patrícia Bastos e Enrico Di Miceli



poesia e música
Enrico Di Miceli, Sandra Santos, JIVM,
 Patrícia Bastos e Ígor Fagundes












1.9.19

Lançamento na Casa Guilherme de Almeida


Ígor Fagundes, Sandra Santos e José Inácio Vieira de Melo





Poesia na Casa de Guilherme de Almeida



Lançamento coletivo na Casa Guilherme de Almeida, São Paulo: Eu (Sandra Santos), José Inácio Vieira de Melo e Ígor Fagundes. Amizade, poesia e parceria de longa data!
Houve a apresentação seguida de leitura de poemas dos livros "Flor de Udumbara" (meu livro trilíngue: Português, Quechua/Espanhol, publicado no Peru por Hanan Harawi editores), "Poética na Incorporação", de Ígor Fagundes (editora Penalux), e "Sete" de José Inácio Vieira de Melo (editora 7Letras).


José Inácio Vieira de Melo


Apresentação de audiovisual de Ígor Fagundes


Confraternização final entre poetas e presentes


30.10.16

Castelinho do Alto da Bronze na Feira


Castelo em Porto Alegre
Castelinho do Alto da Bronze

Castelinho do Alto da Bronze na Feira do Livro de Porto Alegre


Sarau de encerramento das atividades doCastelinho na Feira do Livro de Porto Alegre: Obrigada a esses poetas maravilhosos que aceitaram meu convite para lançar seus livros em solo gaúcho e fazer ainda maior essa festa! Obrigada aos organizadores da Feira, pelo apoio e confiança!
Obrigada ao público presente!!!
Com a presença dos poetas convidados às atividades do Castelinho na Feira do Livro, houve lançamento e leitura de poesias dos livros de José Inácio Vieira de Melo, Ígor Fagundes, Salgado Maranhão, Alexandre Brito, Manoel Herzog, Ademir Demarchi, César Pereira, do poeta argentino Carlos Aldazábal e meu, claro.
Muitos outros poetas estiveram presentes, como Renato de Mattos Motta, Juliana Meira, Ricardo Silvestrin, Maria Alice Bragança...
Também tivemos a canja musical do Alexandre Brito e do Carlos Aldazábal!

as fotos são cortesia do Rafael Míssio.

poetas dizendo poesia no Castelo
Sarau no Torreão











5.7.14

Copa Brasil 2014 - álbum de poesía



Revista Brasil 2014  - Álbum de figurinhas


A revista Brasil 2014 - álbum de poesia é uma brincadeira de ler e colar que reuniu 69 poetas em 10 seleções ibero-americanas.
A revista teve distribuição gratuita na fase final da Copa do Brasil e lançamentos simultâneos em vários países. Foram 1.000 exemplares impressos (com figurinhas autocolantes em vinil) e versão online (com encarte para imprimir, recortar e colar).
A arte estampada na capa é "Abaporu" de Eloir Amaro Jr. e pertence ao acervo do Castelinho.

poetas que colaboram neste número:


ARGENTINA
01.Carlos J. Aldazábal; 02.Dante Sepúlveda; 03.Héctor Urruspuru; 04.Hugo Mujica; 05.Jorge Ariel Madrazo; 06.Jorge Boccanera; 07.Juan Manuel Silva Barandica; 08.Lisandro González; 09.Rolando Revagliatti; 10.Tomás Watkins; 11.Tony Zalazar;

BRASIL
12.Affonso Romano de Sant'Anna; 13.Alexandre Brito; 14.Antônio Carlos Secchin; 15.José Inácio Vieira de Melo; 16.Lau Siqueira; 17.Marcelo Moraes Caetano; 18.Mario Pirata; 19.Ricardo Primo Portugal; 20.Salgado Maranhão; 21.Sandra Santos; 22.Sidnei Schneider;

CHILE
23.Alejandra González Ortega; 24.Andrés Florit Cento; 25. Camila Fadda Gacitúa; 26.Ernesto González Barnert; 27.Francisco Véjar; 28.Jorge Velásquez Ruíz; 29.Leo Lobos; 30.Mario García Álvarez; 31.Omar Lara; 32.Víctor Munita Fritis Copiapó;

COLÔMBIA
33.Beatriz Giovanna Ramírez; 34.Fredy Yezzed; 35.Giovanni Quessep; 36.Gloria Posada; 37.Horacio Benavides; 38.Leidy Yaneth Vásquez Ramírez; 39.Rómulo Bustos Aguirre;

EQUADOR
40.Antonio Preciado; 41.Jorge Enrique Adoum; 42.Pedro Gil; 43.Xavier Oquendo Troncoso;

ESPANHA
44.Alejandro López Andrada; 45.Antonio Arroyo Silva; 46.Aquiles García Brito; 47.Fernando Sabido Sánchez; 48.Fernando Valverde; 49.Manuel Gahete Jurado; 50.Raquel Lanseros;

MÉXICO
51.Alí Calderón; 52.Abigael Bohórquez; 53.Carlos Ramírez Vuelvas; 54.Dalí Corona; 55.Jair Cortés; 56.José Angel Leyva; 57.Mario Bojórquez; 58.Mijail Lamas; 59.Minerva Margarita Villarreal; 60.Silvia Tomasa Rivera;

PERU
61.Daniel Rojas Pachas; 62.John Martínez Gonzales;

PORTUGAL
63.E. M. de Melo e Castro; 64.João Rasteiro;

URUGUAI
65.Alfredo Fressia; 66.Diego de Ávila; 67.Elbio Chitaro; 68.Rafael Courtoisie; 69.Roberto Echavarren



Baixe a Revista e as Figurinhas, gratuitamente, e divirta-se!


revista de figurinhas brasil 2014
faça o download da revista, clicando na figura (GOOGLE drive)



figurinhas download
faça o download das figurinhas para colar (GOOGLE drive)


















11.10.13

Poesia traduzida - Carlos Aldazábal




Poesia de Carlos Aldazábal
traduzida por Sandra Santos



Motivos

Nada fácil perder tantas peleias
vencer as tarefas cotidianas,
decidir-se a viver com a náusea até a nuca.

Ressuscitar por dia, por minuto,
reencarnado em folhagem ou formiga,
ressuscitar contra relógio na descida
para evitar morrer de dupla morte.

Não é possível afrouxar: assim é o jogo,
esta sutil condenação de continuar nascendo
apesar dos outros.

Por isso é que persisto - disfarçado de palhaço
porque o riso e o amor são as escadas
que tentamos sem medo, mesmo resvalando.

Quero dizer:

teus olhos em mim se fixaram,
e por isso vale a pena todo sacrifício.


Motivos

No es fácil perder tantas peleas,
remontar las tareas cotidianas,
decidirse a vivir con la náusea en la nuca.

Resucitar por día, por minuto,
reencarnado en helecho o en hormiga,

resucitar contrarreloj en la caída
para evitar morir de doble muerte.

No es posible aflojar: así es el juego,
esta sutil condena de continuar naciendo
a pesar de los otros.

Por eso es que persisto en mi disfraz de circo,
porque la risa y el amor son escaleras
que trepamos sin miedo mientras nos resbalamos.

Quiero decir:

tus ojos me han mirado,
y así vale la pena tanto esfuerzo.


(in Piedra al Pecho)


Empacho

Tragando-me a saliva sanguinolenta
na pequenez impotente de um inseto

a história me é indigesta.


Empacho

Tragándome la saliva roja
en la pequeñez impotente del insecto

la historia me indigesta.

(in El Banco esta Cerrado)


Carlos Aldazábal

( tradução: Sandra Santos )

Carlos Aldazábal nasceu em Salta, Argentina. Ganhador de vários prêmios literários em seu país: obteve o Prímer Premio Regional de Poesía de la Secretaría de Cultura de la Nación e o Segundo Concurso “Identidad, de las huellas a la palavra”, organizado pelas Avós da Praça de Maio. Publicou os livros de poesia La soberbia del monje (1996), Por qué queremos ser Quevedo (1999), Nadie enduela su voz como plegaria (2003), El caseiro (2007), Heredarás la tierra (2007), El banco está cerrado (2010) e Hain. El mundo selknam en poesía e historieta (2012). Coordena o Espaço Literário Juan L. Ortiz, do Centro Cultural de Cooperação Floreal Gorini, em Buenos Aires.
É um dos fundadores do projeto editorial El Suri Porfiado www.elsuriporfiado.blogspot.com e da revista La costurerita www.la-costurerita.com.ar

31.8.13

Poesia traduzida - Fredy Yezzed





Poesia de Fredy  Yezzed
traduzida por Sandra Santos



NUNCA PUDE SAIR-ME DO SUL. De seus acontecimentos invisíveis. Segui sendo essa migração ao fundo de mim mesmo. Não mover-me, esta travessia contínua. Morrer-me, muitas e seguidas vezes, uma tarefa simples.

Muletas, levo-as estaqueadas por dentro. Maletas, estas sempre descosturadas. O salto mais alto foi efeito da embriaguez do tempo. E o sonho mais caro, não ser dispensado de onde sempre.

Um pião que gira anti-horário. Uma ferramenta obsoleta.
Uma biruta que aponta para o céu.

Me pego ancorado nisto de assistir à iluminação dos pássaros.

Assim é este mal-estar do Sul.



NUNCA ME HE IDO DEL SUR. De sus acontecimientos invisibles. Siempre he sido una migración al fondo de sí mismo. No moverme ha sido una travesía constante. Y morir muchas veces, seguidamente, ha sido una tarea simple.

Las muletas las llevo puestas por dentro. Las maletas siempre estuvieron descosidas. El salto más alto fue el de la ebriedad del tiempo. Y el sueño más importante no ser despedido de donde siempre.

Un trompo que gira al revés. Un destornillador obsoleto. Una veleta que señala el cielo.

Me quedo anclado en esto de ver la luz de los pájaros.

Así es este malestar del Sur.


Fredy Yezzed

( tradução: Sandra Santos)


FREDY YEZZED - COLÔMBIA

Nasceu em Bogotá. Lincenciado em Línguas Modernas pela Universidad de La Salle e doutorando em Letras pela Universidad de Buenos Aires onde estuda as raízes do poema em prosa argentino: Lugones, Guiraldes, Girondo. Seu primeiro livro de poesia "La sal de la locura" foi distinguido na Argentina - pelos jurados Javier Adúriz, María del Carmen Colombo e Jorge Boccanera - com o Premio Nacional de Poesía Macedonio Fernández 2010, publicado em Buenos Aires nesse mesmo ano. Também premiado com o XII Premio Nacional Universitario de Cuento, Universidad Externado de Colombia, 2001; Premio Nacional de Cuento Ciudad de Bogotá, 2003; Premio Nacional Poesía Capital, Casa de Poesía Silva, 2005; e XXVII Concurso Nacional Metropolitano de Cuento, Universidad Metropolitana de Barranquilla, 2006.

Publicou também os estudos "Párrafos de aire", primeira antologia do poema em prosa colombiano, pela Editora da Universidad de Antioquia, Medellín, 2010.


16.7.13

Poesia traduzida - Sandra Santos por Rosetta Savelli




Poesia de Sandra Santos traduzida ao italiano por Rosetta Savelli



Il TRAVESTIMENTO di SANDRA SANTOS

Il travestimento è testimonianza
di parole non registrate
e di atti non letti

nell'indossare il travestimento
si nascondeva un gancio,
un chiodo arrugginito

il travestimento nascondeva
il lutto in una frase
muta

così che in generale
a poco a poco
si dimenticava tutto
il travestimento come il foro di proiettile
sul bavero della morte


Poesia contemporanea brasiliana - Rosetta Savelli
Traduzione in Lingua Italiana di ROSETTA SAVELLI

(Presentati e tradotti da Leo Lobos)


3.6.13

Poesia Gaúcha Contemporânea


Poesia gaúcha contemporânea - Assembleia Legislativa do RGS

Lançamento da Coletânea de Poesia Gaúcha Contemporânea da Assembleia Legislativa do RGS


A obra é comemorativa aos 100 anos da Biblioteca Borges de Medeiros. O livro é gratuito: a edição impressa será distribuída prioritariamente às bibliotecas de instituições públicas e a versão digital ficará disponível no portal da biblioteca da Assembleia.

Comissão Editorial:

Caio Ritter (AGES), Dilan Camargo (organizador),
Jussara Haubert Rodrigues (CRL),
Márcia Ivana de Lima e Silva (IL/URFRGS),
Maria Elisa Carpi (poeta).


A cerimônia de lançamento aconteceu no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.

Integro o quadro dos 91 poetas gaúchos da década:

Ademir Antonio Bacca, Alexandre Brito, Álvaro Santi, Ana Mariano, André Dick, Armindo Trevisan, Berenice Sica Lamas, Carlos Eduardo Caramez, Carlos Nejar, Carlos Saldanha Legendre, Carlos Urbim, Celia Maria Maciel, Celso Gutfreind, César Pereira, Cinthya Verri, Claudia Schroeder, Cleci Silveira, Cleonice Bourscheid,Deisi Scherer Beier, Denise Freitas, Diego Grando, Diego Petrarca, Dilan Camargo, dois Santos dos Santos,Eduardo Dall'Alba, Eduardo Sterzi, Élvio Vargas, Escobar Nogueira,Everton Behenck, Fabrício Carpinejar , Flávio Luis Ferrarini, Gláucia de Souza, Guto Leite, Humberto Zanatta, Isaac Starosta, Israel Mendes, Ivanise Mantovani, J. C. Cardoso Goularte, Jaime Medeiros Júnior, Jaime Vaz Brasil, Jaime Paviani, Joaquim Moncks, Jorge Adelar Finato, José Antônio Silva, José Eduardo Degrazia, José Hildebrando Dacanal, José Weis, Laís Chaffe, Lau Siqueira, Liana Timm, Lorena Martins, Lucas Reis Gonçalves, Lúcia Bins Ely, Luiz Coronel, Luiz de Miranda, Lya Luft, Marco Celso H. Viola, Marco de Menezes, Maria Carpi, Maria do Carmo Campos, Marilice Costi, Mario Pirata, Marlon de Almeida, Marô Barbieri, Martha Medeiros, Nei Duclós, Nilva Ferraro, Oracy Dornelles, Orlando Fonseca, Ozy Pinheiro Souto, Paula Taitelbaun , Paulo Becker, Paulo Bentancur, Paulo Roberto do Carmo, Paulo Seben, Pedro Marodin, Pedro Stiehl, Raul Machado, Ricardo Primo Portugal, Ricardo Silvestrin , Roberto Medina, Ronald Augusto, Rossyr Berny, Sandra Santos, Sergio Napp, Sidnei Schneider, Susana Vernieri, Suzana Vargas, Tânia Lopes, Telma Scherer, Vitor Biasoli.



 fonte: al.rs.gov.br
 foto:  Marcelo Bertani



livro grátis
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www.al.rs.gov.br/biblioteca






30.5.13

Poesia traduzida - Mario Bojórques




Poesia de Mario Bojórquez
traduzida por Sandra Santos



Chinatown

o ancião - a cerca do fogão
trincha o pato
depois despedaça
sobre a tábua engordurada
- o velho Won Ton
conhece todos os fungos comestíveis
e todas as pimentas - disse
ao mesmo tempo que
me dava água na boca


Chinatown


El anciano se acerca al fogón
y trincha el pato
que después partirá
sobre la tabla aceitada.
-El viejo Won Ton
conoce todos los hongos
y todas las pimientas- dice
mientras
mi lengua se hace agua.


Mario Bojórquez

*do livro Pretzels


( tradução: Sandra Santos )


Mario Bojórquez ( Los Mochis, Sinaloa - México). Poeta, ensaísta e tradutor. escritor com vários prêmios literários como o Premio Estatal de Literatura de Baja California (1991), Premio Nacional de Poesía Clemencia Isaura (1995), Premio Nacional de Poesía Enriqueta Ochoa (1996), Premio de Poesía Abigael Bohórquez (1996), Premio Nacional de Poesía Aguascalientes (2007), Premio Bellas Artes de Ensayo Literario José Revueltas (2010), Premio Alhambra de Poesía Americana (2012) entre outros. Obras: Pájaros sueltos (1991), Contradanza de pie y de barro (1996), Diván de Mouraria (1999), Pretzels (2005), El deseo postergado (2007), Y2k (2009),"El cerro de la memoria" (2010),"El rayo y la memoria" (2012).



12.5.13

Livros


Iara -sereia
ilustração do livro Uiara


Uiara, uma lenda da Amazônia, na coleção Poemitos, meu primeiro livro infantil


"arapongas dão marteladas
tocam gongo na mata
sinfonia de matracas
vibrando ao som de uma ária
que vem do canto da Iara"

Sandra Santos


Vem de muito longe minha paixão pelo universo indígena e pelos mitos brasileiros. A convivência com os Guarani e Kaigangs deixou histórias dormitando no meu imaginário. O convite da Laís Chaffe para integrar a coleção Poemitos foi a chance de despertá-las.

UIARA e UAKTI não foram escolhidos ao acaso - num formato vira-vira, os dois mitos "conversam" entre si. Tanto eu quanto Alexandre Brito, autor de UAKTI, temos estreita relação com a música. Os dois títulos se unem para resgatar da cosmogonia indígena essas fantásticas lendas relacionadas ao canto e ao sopro. UAKTI fala de um índio com buracos no corpo, como uma flauta orgânica ao sabor do vento. UIARA, ou Iara, traz com ela todo o encanto da floresta Amazônica, do Peixe-boi e da Vitória Régia. UIARA pretende levar o leitor para um mundo de descobertas. E os pequenos exploradores sairão desse mato de mãos dadas, ansiosos por embarcar numa viagem de verdade, para ver in loco as estrepolias do sagui-leãozinho, as plantas carnívoras (de nome droseras) e, quem sabe, ouvir uma ária tão maravilhosa, que só o canto da Iara!
Uiara -  Uma lenda da Amazônia
Sandra Santos


livro: UIARA
autor: Sandra Santos
ilustração: Alexandre Oliveira

editora: Casa Verde









Série PoeMitos da Casa Verde, em mais uma edição da Festinha Cidade Poema - parceria entre o projeto homônimo e a FestiPoa Literária. Dedicada ao público infantil, principalmente crianças do pré-escolar e dos primeiros anos do Ensino Fundamental, a série reúne seis autores, em três livros doisem-um, estilo vira-vira. Os seis primeiros títulos são: Medusa/ Perseu (Laís Chaffe e Ana Mello), Uakti/Uiara (Alexandre Brito e Sandra Santos) e Vênus/Cupido (Christina Dias e Marô Barbieri). Os livros são ilustrados por Alexandre Oliveira e têm planejamento gráfico e capa de Guilherme Smee. Sempre em versos, as duplas de autores criaram livremente a partir de mitos e lendas complementares. Todos em letra bastão, os poemas são apresentados de forma a facilitar a leitura por parte das crianças pequenas, mas também atraem os maiores, apostando no humor e na leveza. A Série PoeMitos integra o projeto Cidade Poema, que programou diversas atividades para outubro e novembro. Durante a Feira do Livro, haverá encontro em parceria com o projeto Leitor de Rua, da escritora Marô Barbieri, das 15h às 16h30min do dia 5 de novembro (sábado); e conversa com os autores, seguida de sessão de autógrafos, dia 6 de novembro (domingo), às 17h, sempre no Cais do Porto. Cada livro dois-em-um tem um total de 24 páginas, formato 20 x 23 cm, miolo em papel couché liso 150g em quatro cores, capa em supremo 300g em quatro cores e com plastificação fosca e verniz localizado.


www.casaverde.com


5.5.13

Codigo Coletivo - Sandra Santos


CÓDIGO COLETIVO - poesia e QR CODE


Exposição Código Coletivo - Poesia capturada no celular


Exposição da artista plástica Sandra Santos no Memorial do Rio Grande do Sul é uma realização da Feira do Livro de Porto Alegre, da Câmara Riograndense do Livro, do Memorial do Rio Grande do Sul, da Secretaria do Rio Grande do Sul e tem ainda o apoio do Projeto Cidade Poema. Foram mais de cem poetas contemporâneos capturados no celular, através da tecnologia QR CODE e colados nos muros das Escolas.

A exposição desde o Castelinho do Alto da Bronze até ganhar o mundo!

Uma experiência poética em QR CODE, tipo de matrix barcode, que reuniu mais de 100 poetas contemporâneos. Cada poema resultou num codigo de barra bidimensional para ser projetado em telões, capturado e lido via celular, pelos visitantes. Os códigos também foram transformados em adesivos e colados em algumas escolas da cidade, assim como transformados em estampas de camisetas e canecas, sorteadas entre as escolas que participaram. O Codigo coletivo também foi apresentado na Sala Museu, do Centro Cultura CEEE Érico Veríssimo, dentro do Evento Literário Porto Poesia, a convite do amigo e escritor Celso Viola. Também ocupou duas salas do Memorial do Rio Grande do Sul, a convite da Feira do Livro de Porto Alegre. Recentemente, fez parte da programação da 6ª Primavera dos Museus, no Museu Nacional de Poesia de Belo Horizonte, a convite da amiga e poeta Regina Melo. A primeira exposição foi em 2011, no Castelinho, e nesta tive a parceria do projeto Cidade Poema, da amiga e poeta Laís Chaffe, para levar os Codigos em forma de adesivos, para colar nos corredores das escolas de Porto Alegre. O Codigo Coletivo também foi apresentado no premiado Projeto Terças Poéticas, do amigo e poeta Wilmar Silva, em Belo Horizonte.

Durante a exposição no Castelinho, várias escolas tiveram a oportunidade de visitar o Castelo, estudar os poetas participantes e concorrer aos brindes confeccionados especialmente para o evento: camisetas, canecas e adesivos com os poemas codificados para colar no próprio espaço escolar e reproduzir a experiência com seus celulares. os alunos que visitaram a exposição CÓDIGO COLETIVO, se divertiram "capturando" os poemas no celular e distribuindo por torpedo aos amigos.


Os poetas participantes:

Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito - Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego -Andreia Laimer - Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz - Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti -Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl - Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Susanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros -Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valeria Tarelho - Wasil Sacharuk -Wender Montenegro - Wilmar Silva 


Pegue seu celular e também participe dessa experiência: pause o vídeo e  e escaneie um código, a poesia é uma grata surpresa! (CODIGO COLETIVO no youtube: https://youtu.be/NmxeEm_mxQY )




Código Coletivo - Poesia e tecnologia



Poesia capturada no celular - Código Coletivo



Poesia escaneada  QR CODE



9.3.13

Pintura e Poesia


Flora Tristán

Arte e Poesia



O que há de comum em Paul Gauguin e Flora Tristan?

Paul Gauguin era neto da poetisa e revolucionária parisiense Flora Tristán (1803 -1844).
Flora Tristán nasceu em Paris, mas viveu parte de sua inf ância na Espanha, onde teve , desde cedo, contato com o pensamento socialista: Simón Bolívar era um dos frequentava a casa de sua mãe, inclusive circulam especulações de que seria seu pai biológico.
O interesse pela arte e pela Litografia levou Flora a trabalhar no atelier de seu futuro marido, aos 17 anos: um casamento abusivo do qual teve que fugir, levando seus dois filhos, cinco anos mais tarde. A justiça (ou seja, a injustiça da época), entregou a guarda do menino ao seu ex-marido e ela ficou apenas com a filha, Aline, que mais tarde seria a mãe do pintor famoso.
Diante de todas as injustiças sofridas, e do seu pensamento libertário, Flora se consagrou pioneira na luta pela emancipação das mulheres.
O livro Peregrinações de una Pária(1838) é um marco do pensamento feminista francês. Sua novela Méphis (1838) defende o divórcio e o amor livre. A União Obreira (1843) é um programa de organização de uma internacional de trabalhadores.


E quanto a Gauguin? Sua avó não sentiria orgulho algum do "homem" que foi. Salvo seu genial talento artístico, sua vida no Haiti demonstrou um homem violento e abusivo: chegou a manter em cárcere sua parceira nativa, após tê-la flagrado com outro. Mas, incontestável a influência poética de sua famosa avó nestes pequenos versos ensaiados numa carta ao amigo Monfried, onde confessa a ligação íntima de sua arte com a poesia:


aqui a poesia solta-se por si
e basta entregarmo-nos ao sonho
enquanto pintamos para sugerí-la


Paul Gauguin

Mario Vargas Llosa, escritor peruano, faz uma análise da trajetória de  FLora Tristán e o neto Paul Gauguin em sua novela histórica "El Paraíso en la otra esquina".

Para saber mais sobre Flora Tristán, assista este ótimo documentário: