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20.9.19

Atividades de Leitura



no torreão do Castelo


Visita ao Castelo

O Castelinho recebeu estas fofuras para atividades de leitura e arte: uma tarde mágica pelos labirintos do livro e do Castelo. Eles foram recebidos pelos escritores Alexandre Brito, Laís Chaffe,  (e eu), que lhes contaram histórias sobre lendas e mitos. Atividade gratuita e gratificante!

Os pequenos, nesta ocasião, conheceram a história da Medusa (que tinha cabelos de cobra), escrita pela Laís Chaffe;  do Uakiti (um índio com o corpo cheio de buracos que emitiam sons), escrita pelo Alexandre Brito; e da Uiara (uma sereia brasileira protetora da Amazônia), história escrita por mim.

Os livros Medusa, Uakti e Uiara fazem parte da coleção Poemitos, da editora Casa Verde.




atividade de leitura: Uiara, uma lenda brasileira





conhecendo Uakiti, do escritor Alexandre Brito





atividade de leitura com Alexandre Brito


atividade de leitura: Medusa com a Laís Chaffe





30.10.16

Castelinho do Alto da Bronze na Feira


Castelo em Porto Alegre
Castelinho do Alto da Bronze

Castelinho do Alto da Bronze na Feira do Livro de Porto Alegre


Sarau de encerramento das atividades doCastelinho na Feira do Livro de Porto Alegre: Obrigada a esses poetas maravilhosos que aceitaram meu convite para lançar seus livros em solo gaúcho e fazer ainda maior essa festa! Obrigada aos organizadores da Feira, pelo apoio e confiança!
Obrigada ao público presente!!!
Com a presença dos poetas convidados às atividades do Castelinho na Feira do Livro, houve lançamento e leitura de poesias dos livros de José Inácio Vieira de Melo, Ígor Fagundes, Salgado Maranhão, Alexandre Brito, Manoel Herzog, Ademir Demarchi, César Pereira, do poeta argentino Carlos Aldazábal e meu, claro.
Muitos outros poetas estiveram presentes, como Renato de Mattos Motta, Juliana Meira, Ricardo Silvestrin, Maria Alice Bragança...
Também tivemos a canja musical do Alexandre Brito e do Carlos Aldazábal!

as fotos são cortesia do Rafael Míssio.

poetas dizendo poesia no Castelo
Sarau no Torreão











27.12.11

Poesia de Alexandre Brito





Poesias e Museus


Alexandre Brito "escreve poesia para crianças pequenas, médias e grandes". Seu primeiro livro infantil, Circo Mágico, foi finalista do Prêmio Açorianos e também selecionado no PNBE 2010. Seu segundo livro infantil, Museu Desmiolado, lançado em 2011, fez parte da Lista dos 30 melhores Livros Infantis 2012 da Revista Crescer e, ainda em 2012, selecionado para a Feira Internacional de Bolonha. Então, entro de cabeça no Museu Desmiolado do Alexandre Brito!

vou falar sobre um...



MUSEU DESMIOLADO

Por que um museu
perguntou a musa ao dicionário?
(...)
que tal entrarmos para conferir
sugere Benazir
(...)
o museu fica meio escondido
nem lembrado nem esquecido
(...)
isso porque certas artes
é bom que se diga
melhor fora do alcance das vistas
(...)

Entro, aceitando a sugestão de Benazir, no museu de Alexandre Brito. Percorro labirintos, sem tentar decifrar os mistérios. Entro assobiando, admirada com as cores das paredes. E, então, todos os relógios param. Os ponteiros começam a dar voltas ao contrário. Eu já estou criança com um pirulito na boca. E vou abrindo portas, lendas, parlendas. Lembrando de apelidos e palíndromos. Diante dos olhos, livros de edições esgotadas, com suas palavras guardadas no sebo.
E o livro era de literatura infantil, pois não? Mas a poesia de Alexandre Brito é para crianças pequenas, médias e grandes.
A literatura infantil de Alexandre Brito não se pretende pedagógica, mas leva pela mão o pequeno e o grande leitor ao universo das palavras esquecidas, às formas literárias das parlendas , à magia dos palíndromos.
A literatura infantil de Alexandre Brito tem um humor inteligente que encanta também os adultos, pois remexe nas memórias de infância e repassa essa memória aos de agora.
A literatura de Alexandre Brito tem múltiplos endereços.
E saio do livro lembrando Ferlinghetti, de “um parque de diversões da cabeça":

“ ... e enquanto nos amarrávamos aos mastros e tampávamos os ouvidos com goma de mascar jumentos tristonhos em colinas elevadas cantarolavam canções melancólicas e vacas joviais revoavam entoando cânticos atenienses e seus bulbos transformavam-se em tulipas e helicópteros de Hélios...”

(Ferlinghetti)

... e para degustar:



O MUSEU DA SOLIDÃO
o museu da solidão tem uma sala,
um espelho
e uma cadeira

na sala
cabe uma pessoa só
diante de si mesma

o museu da solidão
não é sólido nem é líquido
é íntimo

istmo
entre o futuro e o passado

não parece
mas o museu da solidão
é ensolarado

... e como nem tudo é solidão, mas quase tudo é íntimo, há também o meu, O Museu do Crepúsculo



O MUSEU DO CREPÚSCULO
                             para Coe-ty

o museu do crepúsculo
descerra suas portas ao fim da tarde

enquanto o sol arde
ele não abre

o museu do crepúsculo é exato
espera o último raio do dia se ir
para começar o espetáculo

são muitos crepúsculos em exposição
de Buenos Aires, Belo Horizonte, Assunção
São Luiz Gonzaga, Porto Alegre, Milão

tem até da cidade de Kioto no Japão

o céu se pinta de cores tão lindas
que não há palavra ou expressão
que as expresse em nenhuma língua

Alexandre Brito




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