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30.10.16

Castelinho do Alto da Bronze na Feira


Castelo em Porto Alegre
Castelinho do Alto da Bronze

Castelinho do Alto da Bronze na Feira do Livro de Porto Alegre


Sarau de encerramento das atividades doCastelinho na Feira do Livro de Porto Alegre: Obrigada a esses poetas maravilhosos que aceitaram meu convite para lançar seus livros em solo gaúcho e fazer ainda maior essa festa! Obrigada aos organizadores da Feira, pelo apoio e confiança!
Obrigada ao público presente!!!
Com a presença dos poetas convidados às atividades do Castelinho na Feira do Livro, houve lançamento e leitura de poesias dos livros de José Inácio Vieira de Melo, Ígor Fagundes, Salgado Maranhão, Alexandre Brito, Manoel Herzog, Ademir Demarchi, César Pereira, do poeta argentino Carlos Aldazábal e meu, claro.
Muitos outros poetas estiveram presentes, como Renato de Mattos Motta, Juliana Meira, Ricardo Silvestrin, Maria Alice Bragança...
Também tivemos a canja musical do Alexandre Brito e do Carlos Aldazábal!

as fotos são cortesia do Rafael Míssio.

poetas dizendo poesia no Castelo
Sarau no Torreão











11.10.13

Poesia traduzida - Carlos Aldazábal




Poesia de Carlos Aldazábal
traduzida por Sandra Santos



Motivos

Nada fácil perder tantas peleias
vencer as tarefas cotidianas,
decidir-se a viver com a náusea até a nuca.

Ressuscitar por dia, por minuto,
reencarnado em folhagem ou formiga,
ressuscitar contra relógio na descida
para evitar morrer de dupla morte.

Não é possível afrouxar: assim é o jogo,
esta sutil condenação de continuar nascendo
apesar dos outros.

Por isso é que persisto - disfarçado de palhaço
porque o riso e o amor são as escadas
que tentamos sem medo, mesmo resvalando.

Quero dizer:

teus olhos em mim se fixaram,
e por isso vale a pena todo sacrifício.


Motivos

No es fácil perder tantas peleas,
remontar las tareas cotidianas,
decidirse a vivir con la náusea en la nuca.

Resucitar por día, por minuto,
reencarnado en helecho o en hormiga,

resucitar contrarreloj en la caída
para evitar morir de doble muerte.

No es posible aflojar: así es el juego,
esta sutil condena de continuar naciendo
a pesar de los otros.

Por eso es que persisto en mi disfraz de circo,
porque la risa y el amor son escaleras
que trepamos sin miedo mientras nos resbalamos.

Quiero decir:

tus ojos me han mirado,
y así vale la pena tanto esfuerzo.


(in Piedra al Pecho)


Empacho

Tragando-me a saliva sanguinolenta
na pequenez impotente de um inseto

a história me é indigesta.


Empacho

Tragándome la saliva roja
en la pequeñez impotente del insecto

la historia me indigesta.

(in El Banco esta Cerrado)


Carlos Aldazábal

( tradução: Sandra Santos )

Carlos Aldazábal nasceu em Salta, Argentina. Ganhador de vários prêmios literários em seu país: obteve o Prímer Premio Regional de Poesía de la Secretaría de Cultura de la Nación e o Segundo Concurso “Identidad, de las huellas a la palavra”, organizado pelas Avós da Praça de Maio. Publicou os livros de poesia La soberbia del monje (1996), Por qué queremos ser Quevedo (1999), Nadie enduela su voz como plegaria (2003), El caseiro (2007), Heredarás la tierra (2007), El banco está cerrado (2010) e Hain. El mundo selknam en poesía e historieta (2012). Coordena o Espaço Literário Juan L. Ortiz, do Centro Cultural de Cooperação Floreal Gorini, em Buenos Aires.
É um dos fundadores do projeto editorial El Suri Porfiado www.elsuriporfiado.blogspot.com e da revista La costurerita www.la-costurerita.com.ar